Encontro da Hotelaria desbrava fronteiras e chega a Olímpia (SP)

Encontro da Hotelaria desbrava fronteiras e chega a Olímpia (SP) (Foto: Divulgação)

O ENCONTRO DA HOTELARIA, um dos mais importantes eventos da hotelaria brasileira, promovido pela Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação – FBHA, nesta edição conta com o patrocínio da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo – CNC, e tem o apoio do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares da Região de São José do Rio Preto -SINHORES, da Associação Olimpiense de Hotéis, Pousadas, Bares e Restaurantes – AOHPBR, da Associação Comercial e Industrial de Olímpia – ACIO e da Prefeitura da Estância Turística de Olímpia.

Depois de percorrer dezesseis cidades mineiras: Belo Horizonte, Caxambu, Poços de Caldas, Juiz de Fora, Ouro Preto, Montes Claros, Governador Valadares, Capitólio, Uberlândia, Monte Verde, Confins-BH Airport, Tiradentes, Brumadinho, Pouso Alegre, Sete Lagoas e Araxá, Olímpia foi escolhida para receber 24ª edição do evento. A primeira no Estado de São Paulo.

24° Encontro da Hotelaria e Gastronomia

O 24° ENCONTRO DA HOTELARIA E GASTRONOMIA está previsto para acontecer de 26 a 28 de junho, na Arena Olímpia Shows & Eventos. Para Marcos Valério Rocha, coordenador do escritório regional FBHA em Minas Gerais, idealizador e organizador do evento, “realizar a vigésima quarta edição em Olímpia, sendo a primeira no Estado de São Paulo, é um grande desafio, pois São Paulo é o maior e mais dinâmico mercado hoteleiro do Brasil, sendo ao mesmo tempo o maior destino do turismo de negócios além de maior mercado emissor do país. Concentra a maioria das sedes das grandes redes de hotéis nacionais e internacionais atuantes no país. Detém o maior parque hoteleiro do Brasil, onde Olímpia ocupa um lugar de destaque”.

O evento tem como objetivos: analisar os cenários hoteleiros e turísticos, aprimorar a gestão, avaliar procedimentos operacionais e as tendências do mercado. Nesse evento, haverá a participação de profissionais, técnicos, consultores, professores e palestrantes de reconhecida experiência e conhecimento; palestras e debates sobre temas da atualidade contribuirão para o desenvolvimento do setor, favorecendo a realização de novos negócios por meio de uma mostra de produtos e serviços, com a participação das mais importantes empresas fornecedoras atuantes no Brasil.

Nas próximas semanas esta coluna divulgará o “card” dos palestrantes e painelistas especialmente selecionados para este evento, que pela primeira vez desbrava fronteiras das Minas Gerais e chega ao estado de São Paulo, maior polo emissor brasileiro em todos os segmentos do turismo.

O público do 24º Encontro da Hotelaria será composto de empresários, executivos e profissionais dos principais hotéis, pousadas, resorts de Olímpia e de diversas cidades do Estado, também dirigentes sindicais, presidentes de entidades, agentes de viagens, turismólogos, fornecedores, representantes da administração pública municipal e estadual, além de consultores e jornalistas especializados.

O evento desde sua primeira edição em 2006, visa contribuir para a atualização e capacitação empresarial e profissional, análise do cenário atual e das tendências do mercado. Renomados profissionais, todos gestores de destacada atuação no mercado falarão sobre suas respectivas visões e propostas de soluções para o crescimento sustentável do setor hoteleiro e gastronômico nos próximos anos.

Olímpia – parques aquáticos mais visitados do mundo

A cidade cujas origens remontam sitiantes vindos exatamente de Minas Gerais, completou neste domingo (2 de março) 122 anos. Quando fundada em 1903, era apenas uma colônia agrícola e neste espaço de tempo se transformando em um dos maiores polos turísticos do país, impulsionado em especial pelo crescimento do setor hoteleiro e dos citados parques aquáticos. De terras férteis a uma das referências nacionais do turismo, a trajetória do município reflete o desenvolvimento econômico, inovação e investimentos estruturais que consolidaram Olímpia como Estância Turística.

Desde sua fundação, Olímpia se destacou pela produção agrícola. A cultura do café, predominante no início do século XX, abriu caminho para a pecuária e, depois, para o cultivo de cana de açúcar.

Depois veio a laranja, daí a origem do nome do primeiro parque aquático: Thermas dos Laranjais nos anos 80. A vanguarda da modernização da lavoura e o fortalecimento da agroindústria impulsionaram a economia local, criando as bases para um destino em constante crescimento. Paralelamente ao agro, o município investiu em infraestrutura e planejamento urbano, resultando em melhorias significativas em áreas de saúde, educação e transporte. Essas iniciativas foram essenciais para a diversificação dos modais econômicos preparando Olimpia para um novo virtuoso ciclo de desenvolvimento: O Turismo.

Com o sucesso do Parque Thermas dos Laranjais o visionário empresário local, Benito Benatti reuniu seus sócios e investiu em novas atrações criando assim um destino turístico pulsante que trouxe consigo investidores do setor de hotelaria. Um após o outro começaram a surgir os grandes resorts e outros atrativos de lazer. O crescimento do turismo culminou com o surgimento do Hot Beach que a partir daí consolidou o destino como referência no setor.

Depois do Thermas e a chegada em peso da hotelaria foi preciso oficializar este “boom”. O reconhecimento aconteceu em 2014 quando a cidade foi elevada a categoria de Estância Turística resultado dos esforços comuns e harmônicos dos governos municipal e estadual. Esse status garantiu novos recursos e benefícios fiscais para robustos investimentos o que propiciou o crescimento da rede hoteleira, melhorias na mobilidade urbana e expansão dos muitos atrativos turísticos.

A evolução fez Olimpia atingir um novo patamar como primeiro destino a receber a denominação de Distrito Turístico do Estado de São Paulo, consolidando-se como um dos principais polos do país. Em 2021 era inaugurado o maior resort do país, o Solar das Águas Thermas Resort.

Situada na Região Metropolitana de São José do Rio Preto que compõe um total de 37 municípios cujo planejamento estratégico é totalmente integrado. Dos iniciais 709 leitos em 2009, Olimpia disponibiliza hoje um total de 32.680 leitos distribuídos entre resorts, hotéis, pousadas e casas de aluguel por temporada.

Em 2024 o destino recebeu 5 milhões de visitantes representado um aumento de 23% em relação ao ano anterior. No total são 9 resorts, 18 hotéis, 4 flats, 50 pousadas e cerca de 500 casas de locação por temporada com RHC (Registro de Hospedagem Caseira).

Desta forma o turismo responde hoje por 65% da movimentação econômica do município impactando fortemente na geração de empregos em toda região. Este ano como o pródigo calendário de feriados Olimpia estima obter novo crescimento em todos os seus indicadores chegando a 6 milhões de visitantes.

A construção do Aeroporto Internacional do Norte Paulista, em Olimpia, representa um novo marco para o desenvolvimento da cidade e toda região. Com investimentos acima de 100 milhões de Reais a obra será executada pela Infraero e deve ser concluída até meados do ano que vem consolidando Olimpia definitivamente como um dos principais polos turísticos e econômicos do interior paulista.

Localizado a cerca de 20 kms do centro da cidade o aeroporto possibilitará pousos e decolagens de aeronaves de grande porte, um terminal de passageiros moderno, áreas de embarque e desembarque e espaços de apoio ao turista. A expectativa é operar até 1 milhão de passageiros por ano o que será uma mola propulsora para a atividade hoteleira, comércio e serviços.

SAVE THE DATE > 24 a 26 de Junho. Estaremos lá!

“Neste aniversário de 122 anos, Olímpia celebra não apenas sua história, mas também um futuro promissor, onde turismo, desenvolvimento e qualidade de vida seguirão caminhando lado a lado”

Maarten Van Sluys (Consultor Estratégico em Hotelaria – MVS Consultoria)

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De onde vem a fortuna da família de Walter Salles, diretor de ‘Ainda Estou Aqui’?

“Eu ganhei dinheiro para que eles possam fazer o que quiserem.”

É o que Walther Moreira Salles (1912-2001) costumava responder quando lhe perguntavam se os filhos não assumiriam os negócios da família, conta o jornalista Luis Nassif, biógrafo do diplomata, banqueiro e empresário brasileiro.

E ele ganhou muito dinheiro. Tanto é que, das 12 pessoas mais ricas do Brasil atualmente, quatro são filhos de Walther: os irmãos Fernando, Pedro, João e Walter Salles Jr. — diretor do premiado filme Ainda Estou Aqui, que, neste domingo (02/03), conquistou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

O filme ainda concorre por duas categorias cujo resultado não foi divulgado, Melhor Filme e Melhor Atriz, para a protagonista Fernanda Torres.

Com uma fortuna estimada em R$ 26,4 bilhões, segundo o ranking de bilionários brasileiros da revista Forbes, Walter Salles Jr. é hoje o 11º homem mais rico do Brasil, empatado com o irmão João Moreira Salles, diretor de documentários como Notícias de uma guerra particular (1999) e Santiago (2006), e fundador da revista Piauí e do instituto de apoio à ciência Serrapilheira.

Walter Salles também é atualmente o terceiro diretor de cinema mais rico do mundo, de acordo com a Forbes, atrás apenas de Steven Spielberg, com uma fortuna estimada em US$ 5,3 bilhões (R$ 30,3 bilhões), e de George Lucas, com um patrimônio de US$ 5,2 bilhões (R$ 29,8 bilhões).

Mais alto no ranking dos bilionários brasileiros estão Fernando Moreira Salles — que é sócio da editora Companhia das Letras — e Pedro Moreira Salles, o único a seguir os passos do pai no setor bancário e atualmente copresidente do conselho de administração do Itaú Unibanco.

Com fortunas estimadas em R$ 38,45 bilhões e R$ 36,15 bilhões, respectivamente, Fernando e Pedro ocupam os postos de sexto e sétimo homens mais ricos do país.

Mas como foi que os Moreira Salles construíram a fortuna que os coloca no top 0,00001% de renda do Brasil — os mais ricos entre os ricos?

Entenda a trajetória que começa numa casa comercial no sul de Minas, passa por um mineral que promete produzir baterias para ônibus elétricos recarregáveis em apenas 10 minutos, e inclui uma fazenda de laranja e cana-de-açúcar quase do tamanho de Natal, além das sandálias Havaianas que talvez estejam nos seus pés neste exato momento.

O patriarca e o dinheiro do café

João Moreira Salles (1888-1968), nasceu em Cambuí, no Sul de Minas, filho de agricultores. Em 1918, ele se mudou para Poços de Caldas (MG), onde criou a Casa Moreira Salles, atuando como comerciante e correspondente bancário — agente que, na falta de banco no local, exercia parte de suas funções.

Na Casa Moreira Salles, em Poços de Caldas (MG), o patriarca João Moreira Salles atuava como correspondente bancário, chegando a representar 13 bancos

Em 1924, um departamento da casa conseguiu autorização da recém-criada Inspetoria Geral dos Bancos (uma espécie de antecessora do atual Banco Central) para atuar como instituição financeira.

“É preciso lembrar que, nessa época, no Brasil, a população rural é amplamente predominante”, observa Fernando Nogueira da Costa, professor do Instituto de Economia da Universidade de Campinas (Unicamp) e autor do livro Brasil dos Bancos (Edusp, 2012).

“No censo de 1940, só 31% da população morava em cidades. Então os comerciantes e caixeiros viajantes vendiam as mercadorias, e os produtores de café do sul de Minas só na safra tinham condição de vender o café e arcar com os custos”, lembra o especialista em história bancária.

“Muitos desses comerciantes passam a receber o pagamento sob forma de produção, a partir da safra. Com isso, João Moreira Salles passa a ser um negociante exportador de café.”

Em 1933, Walther Moreira Salles — um dos seis filhos do patriarca, sendo que dois morreram ainda na infância — entrou como sócio na casa bancária, enquanto o pai mudou para Santos e passou a se dedicar mais de perto aos negócios de café.

O banqueiro embaixador

Walther se formou em direito na faculdade do Largo São Francisco em 1936 e, já à frente dos negócios, liderou uma fusão da Casa Bancária Moreira Salles com outras duas instituições financeiras da região, criando em 1940 o Banco Moreira Salles, com sede em Poços de Caldas.

“Poços de Caldas naquele período era como se fosse uma capital do Brasil nas temporadas [de veraneio]”, diz Nassif, autor da biografia Walther Moreira Salles: O banqueiro-embaixador e a construção do Brasil (Cia. das Letras, 2019) e ele mesmo natural da estância hidromineral mineira.

“A família do Getúlio [Vargas] ia para lá, as principais autoridades federais também, empresários paulistas. Era uma cidade muito reputada pelas águas e pelos visitantes, e é ali que Walther começa a fazer a rede de relacionamentos dele e chega a namorar a Alzirinha Vargas, filha do Getúlio.”

Como o pai comercializava café, Walther tinha muito contato com a American Coffee Corporation, do grupo Rockefeller. “Isso abre caminhos quando ele vai para os Estados Unidos e fica amigo do Nelson e do David Rockefeller [filhos de John D. Rockefeller, considerado o primeiro bilionário da história moderna]”, conta Nassif.

Além da prolífica carreira no setor privado, sua rede de relações levou Walther a também exercer uma série de cargos públicos ao longo dos anos.

Passou pelo Banco do Brasil, Ministério da Fazenda e foi embaixador em Washington, servindo sob quatro ex-presidentes: Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, Jânio Quadros e João Goulart.

Posse de Walther Moreira Salles como diretor executivo da Superintendência da Moeda e do Crédito (Sumoc) em 1951, nomeado pelo presidente Getúlio Vargas

Essa ligação íntima com o poder político seria fundamental para o banqueiro fazer algumas das grandes “tacadas” empresariais que levaram à consolidação do patrimônio que faz dos Moreira Salles até hoje uma das famílias mais ricas do Brasil.

Seis grandes tacadas

Durante e após a Segunda Guerra, os governos Vargas e Gaspar Dutra lançaram uma série de planos econômicos, com objetivo de alavancar obras de infraestrutura no Brasil.

“À época, o país tinha problemas nas contas externas e havia uma grande dificuldade para conseguir autorização para importação”, observa Nassif.

Numa viagem aos EUA, Walther Moreira Salles conheceu os controladores da fabricante de máquinas pesadas Caterpillar no Brasil.

E, através de sua amizade com Herculano de Freitas, diretor da carteira de comércio exterior do Banco do Brasil, ele conseguiu se tornar representante comercial da Caterpillar em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, no primeiro negócio internacional da família que não era diretamente ligado ao café.

“Esse é o primeiro grande salto do grupo”, considera o jornalista.

A Sociedade de Tratores e Equipamentos (Sotreq) foi o primeiro negócio internacional da família Moreira Salles que não era diretamente ligado ao café

O segundo grande salto aconteceu quando Walther descobriu, através de amigos financistas europeus refugiados no Brasil devido à guerra, a existência de um novo mercado: o de dívidas de países.

A Inglaterra saiu da Segunda Guerra devendo para o mundo, lembra Costa, da Unicamp. Os ingleses então transformaram essa dívida em moeda, criando a libra Brasil, a libra Egito, a libra Suécia e assim por diante. Também elaboraram um plano de quitação da dívida a partir da venda de ativos ingleses.

Sabendo que a libra Egito valia menos do que a libra Brasil (porque existiam mais ativos ingleses no Egito), Walther criou um plano de mestre: com os dólares da exportação do café, ele comprava libras egípcias e, em Zurique, fazia um swap — isto é, uma troca de moedas — com libras Brasil. Com os créditos dessa operação, ele comprou a Brazilian Warrant, o maior ativo inglês no Brasil.

Levou junto a fazenda Cambuhy, então dedicada ao café e gado, e o maior empreendimento agrícola do Estado de São Paulo à época; e a E. Johnston, grande exportadora de café.

A Brazilian Warrant, rebatizada de Brasil Warrant (BW), serve hoje de holding (empresa controladora) para as empresas não financeiras do grupo Moreira Salles. Já a E. Johnston é a holding para a área financeira.

Em 1950, Walther comprou a Brazilian Warrant e, com ela, a fazenda Cambuhy, hoje uma das maiores produtoras de laranjas do país, localizada em Matão (SP)

Também nesse período, o Banco Moreira Salles faz a reciclagem dos títulos de Ademar de Barros, conta Nassif, na terceira grande jogada do grupo, na visão do biógrafo de Walther Moreira Salles.

Barros, quando governador de São Paulo (1963-1966), fez grandes emissões de títulos para tentar contornar o déficit das contas públicas do Estado.

“O título permitia a quem o detinha abater do imposto a pagar em São Paulo. Então bancos vendiam para seus clientes esses títulos. Isso permitiu um grande ganho para o Banco Moreira Salles à época.”

A quarta grande “sacada” do empresário, diz Nassif, foi durante a renegociação da dívida externa brasileira — Walther Moreira Salles participou de negociações da dívida externa em ao menos três momentos da história brasileira: durante os governos Vargas, Juscelino Kubitschek e João Goulart.

“Como embaixador do Brasil em Washington, ele consegue um grande feito, que salva o governo Getúlio, que é um empréstimo-ponte dos Estados Unidos, porque o Brasil estava quebrado, não tinha dólar para nada”, conta o biógrafo.

“Só que, nessa negociação, ele se alia ao então subsecretário de Estado americano, Douglas Dillon, e eles passam a comprar títulos da dívida brasileira, que não estavam valendo nada, porque o Brasil estava em moratória, não conseguia pagar”, diz Nassif.

“E o Douglas Dillon teve todo o interesse em acertar o empréstimo ao Brasil, porque, saindo o empréstimo, automaticamente os títulos explodiriam de preço [porque o governo teria dinheiro para honrá-los]. Então isso foi mais um salto fantástico para o grupo.”

Douglas Dillon (dir.) foi subsecretário de Estado sob Eisenhower na década de 1950 e depois secretário do Tesouro de Kennedy

A quinta grande jogada, segundo o biógrafo, foi a compra em 1950 da maior fazenda do Brasil à época, no atual Mato Grosso do Sul: a Fazenda Bodoquena, cuja área era quase 2,5 vezes o tamanho de Luxemburgo. Em 1956, Nelson Rockefeller, da famosa família de banqueiros e industriais norte-americanos, entrou como sócio no negócio, que ficaria na família até os anos 1980.

Por fim, o sexto grande negócio dos Moreira Salles, diz Nassif, foi o investimento num mineral que até então ninguém sabia para que servia: o nióbio.

Controle de 75% do nióbio do mundo

O nióbio — hoje se sabe — é um metal de grande resistência e condutividade.

Utilizado na produção de um décimo de todo o aço do mundo, ele melhora a qualidade da liga, sendo aplicado no setor automotivo, aeroespacial, de construção, em baterias e em equipamentos de saúde.

A relação da família Moreira Salles com o nióbio começa em 1965, quando Arthur Radford, almirante da marinha dos Estados Unidos e então presidente do conselho da companhia de mineração Molycorp, convence Walther Moreira Salles a investir na produção do mineral em Araxá (MG).

O Brasil tem 98% das reservas de nióbio do mundo, seguido por Canadá e Austrália. Das reservas do país, 75% estão em Araxá, onde opera a CBMM (foto), 21% na Amazônia e 4% em Goiás

“O nióbio não tinha aplicação nenhuma e é essa companhia [a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração, CBMM] que desenvolve aplicações para ele”, destaca Aline Nunes, gerente de assuntos minerários do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). “É um caso único.”

“Eles encontraram esse mineral no subsolo, que não tinha mercado, pesquisaram para o que aquilo serviria, desenvolveram as aplicações e os produtos — o ferronióbio, os óxidos de nióbio —, e agora estão trabalhando nas baterias elétricas de recarga rápida. É uma grande verticalização”, observa a gerente do Ibram.

Segundo Nunes, o controle familiar da empresa também é algo incomum no setor de mineração, que exige investimentos iniciais muito altos e tem risco elevado.

Os Moreira Salles detêm 70% da CBMM, outros 30% foram vendidos em 2011 para dois consórcios, um japonês e coreano (15%) e outro chinês (15%), por US$ 3,9 bilhões — negócio que avaliou a fatia da família na mineradora em US$ 9 bilhões.

Em 2023, a CBMM gerou R$ 4,9 bilhões em lucro e produziu 92 mil toneladas de nióbio — o que representa mais de 75% de um mercado global estimado em 120 mil toneladas.

“A CBMM foi a ‘mina de ouro’ dos Moreira Salles”, diz Nassif.

As baterias com nióbio de carregamento ultrarrápido são a aposta da CBMM para os próximos anos

A fusão de meio trilhão

Mas nem sempre tudo deu certo para os Moreira Salles.

Tendo transformado a Casa Moreira Salles em Banco Moreira Salles, e depois em Unibanco em meados da década de 1960 — após novas fusões com outras instituições financeiras — a família viu o banco perder relevância no mercado nacional, já sob o comando de Pedro Moreira Salles, o terceiro filho de Walther, fruto de seu segundo casamento, com Elisa Margarida Gonçalves.

Nassif e Costa avaliam que, nessa época, a direção do banco tomou alguns maus passos, como a separação do banco entre atacado e varejo — áreas que atendem respectivamente empresas e pessoas físicas —, posteriormente revertida, e a demissão de alguns altos executivos de salários vultosos, cuja saída teria afetado o bom funcionamento da instituição financeira, na visão do biógrafo.

O professor da Unicamp tem ainda outra hipótese para a decadência do Unibanco, que passa pela transição entre os governos FHC e Lula, em 2003 — à época, Costa foi vice-presidente da Caixa Econômica Federal e também diretor-executivo da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Ele conta que a família sempre teve muita proximidade com a PUC-Rio — inclusive Walther Jr., Pedro e João cursaram graduação em Economia na instituição. E os economistas da PUC-Rio, incluindo os responsáveis pelo Plano Real, dominavam o governo FHC.

“Quando acaba o governo, o próprio Pedro Malan [ministro da Fazenda de FHC] se torna presidente do conselho de administração do Unibanco”, lembra Costa, observando que a estratégia foi arriscada, num momento que o governo anterior passava à oposição.

“Então, nos grandes eventos que aconteceram a partir de 2003 — o crédito consignado, bancarização da população mais pobre, retomada do crédito imobiliário, financiamento habitacional —, o Unibanco não toma parte e vai ficando para trás, caindo no ranking dos maiores bancos.”

Quando veio a crise de 2008, o Unibanco já havia recuado da terceira à quinta posição entre os maiores bancos do país e enfrentava sérias dificuldades.

“Ele só não quebrou porque, no último momento, conseguiu a fusão com o Itaú e garantiu a preservação do patrimônio”, diz Nassif

“Então, Itaú e CBMM são hoje a base da fortuna da família.”

Roberto Setubal (esq.), do Itaú, e Pedro Moreira Salles, do Unibanco, durante o anúncio da fusão que gerou uma instituição com R$ 575 bilhões em ativos

Laranjas e Havaianas

Mas os investimentos dos Moreira Salles não param por aí. A BW Gestão de Investimentos, empresa que administra a fortuna da família, declarou em 2024 que geria então R$ 54,1 bilhões em ativos.

A teia de empresas controladas pelos Moreira Salles é complexa e inclui, além da participação de cerca de 33% no Itaú Unibanco e dos 70% da CBMM, o controle da Cambuhy Agrícola, produtora de laranja e cana-de-açucar com mais de 14.124 hectares em Matão (SP). No ano passado, a Cambuhy anunciou investimento de R$ 1,2 bilhão no Mato Grosso do Sul.

Em 2017, a família também comprou o controle da Alpargatas, dona das sandálias Havaianas

Em 2017, a família também comprou o controle da Alpargatas, dona das sandálias Havaianas — mais um dos diversos investimentos do grupo no Brasil e exterior.

Fundada em 1907, a empresa foi controlada pelo grupo Camargo Corrêa entre 1982 e 2015. Até que a Camargo, às voltas com a Lava-Jato, vendeu o negócio para o grupo J&F, controlador da JBS.

Quando a J&F também se enredou em problemas com a Justiça, a gestora Cambuhy, a holding Itaúsa, das famílias Setubal e Villela (ligadas ao banco Itaú) e a Brasil Warrant, dos Moreira Salles, assumiram o controle da Alpargatas.

Fernando Nogueira da Costa, da Unicamp, que estudou durante anos a história dos bancos no Brasil, reconhece que é difícil acompanhar a complexidade da formação das fortunas dos super-ricos, mas destaca que esse esforço é fundamental.

“Para a gente entender o mundo, tem que entender a riqueza”, diz o pesquisador.

Gráficos feitos por Caroline Souza, Equipe de Jornalismo Visual da BBC Brasil.

Começou a folia, o brasil se entrega ao carnaval!

Começou a folia, o brasil se entrega ao carnaval! (Foto: Arquimedes Santos PMOLINDA)

Chegou o carnaval! Oficialmente o Brasil comemora neste período a sua maior e mais popular festa do calendário cultural e turístico. O carnaval é uma festa popular com raízes em tradições antigas, principalmente do continente Europeu.

Uma das teorias mais aceitas é que o carnaval tem suas raízes em festas pagãs da antiguidade, como as festas romanas em homenagem a Saturno e as festas gregas em homenagem a Dionísio. Essas festas eram celebradas com música, dança, comida e bebida.

Há quem diga, que o carnaval se desenvolveu a partir das festas medievais da Europa, como as festas de carnaval da Idade Média, que eram celebradas antes da Quaresma.

O carnaval no Brasil, construiu ao longo dos anos, uma história rica e fascinante, com bases culturais que remontam à colonização portuguesa ainda no século XVII.

Por aqui o carnaval começava com o entrudo, uma brincadeira popular trazida pelos portugueses. Durante o entrudo, as pessoas jogavam água, farinha e outros materiais umas nas outras, criando um ambiente de diversão e desordem. Em alguns cantos do Brasil, este hábito de jogarem farinha permanece, vai entender!

O Baile de Máscaras, que veio um pouco mais tarde, começou uma transformação no carnaval. Os bailes, eram inspirados nas festas europeias e eram frequentados principalmente pela elite, ainda assim, as comemorações, ajudaram a popularizar a festa.

Popularização do Carnaval

No final do século XIX e início do século XX, surgiram as sociedades carnavalescas, que organizavam desfiles e eventos carnavalescos e contribuíam para a popularização do carnaval entre as camadas menos favorecidas da população.

No nascedouro do século XX, o samba, estilo musical fortemente influenciado pela cultura africana, começou a se associar ao carnaval e as primeiras escolas de samba surgiram no Rio de Janeiro, organizando desfiles que se tornaram paulatinamente em um dos principais eventos do carnaval brasileiro, atraindo multidões ano a ano.

Tanto, que em 1984, foi inaugurado o Sambódromo no Rio de Janeiro. Um local especialmente construído para os desfiles e se tornou um símbolo do carnaval carioca e um ponto de referência para turistas e amantes do carnaval.

O carnaval é hoje uma festa diversa. No Brasil a festa é celebrada de diferentes maneiras em várias regiões do país.

Diversidade

Em Salvador na Bahia, por exemplo, os trios elétricos e o axé music são o grande destaque, enquanto em Recife e Olinda, o frevo, o maracatu e o Galo da Madrugada, são as principais atrações para o grande público, no Rio de Janeiro, os blocos de rua e os desfiles oficiais no Sambódromo, atraem o mundo para lá e Belo Horizonte, de uns anos para cá, vem roubando a cena do carnaval brasileiro, sendo considerado o maior evento de rua do país.

O carnaval brasileiro é uma celebração que evoluiu cultural e tecnologicamente, incorporando diversas influências e se tornando a maior festa popular da atualidade! O certo, é que não é fácil analisar a origem do Carnaval. Isto é um tema complexo e multifacetado, que envolve a influência de diferentes culturas e tradições.

Foto: Cristovão Oliveira/ Flickr

Sendo a festa que antecede a quaresma, é inegável, que o carnaval tem um fundamento religioso histórico, embora tenha evoluído ao longo do tempo e se tornado uma celebração totalmente secular.

Se olharmos para as tradições cristãs, entendemos que o carnaval tem suas raízes na tradição cristã, especificamente na época da Quaresma, um período de 40 dias de jejum e reflexão que antecede a Páscoa.

O nome “carnaval” vem do latim “carne vale“, precisamente “adeus à carne”. Isso se refere ao fato de que, durante a Quaresma, os cristãos tradicionalmente deixam de comer carne e outros alimentos como forma de penitência, mas antes desse período, a festa era uma oportunidade para as pessoas se divertirem, comerem e beberem para depois, começarem o período de jejum.

Hoje em dia, o carnaval tem menos ênfase nas suas bases religiosas e é uma festa popular que é celebrada em muitos países ao redor do mundo, com música, dança, comida e bebida.

Turisticamente, o Brasil incorporou a festa do carnaval como um dos principais eventos do calendário ao longo do século 20, especialmente após a década de 1950. Nesse período, o carnaval ganhou destaque como uma atração turística nacional e o Rio de Janeiro tornou-se o epicentro das celebrações.

Não demorou muito e o governo brasileiro começou a investir mais na promoção do carnaval como um atrativo turístico, com a criação de infraestrutura e atrações específicas para os visitantes.

Como o Carnaval brasileiro é visto lá fora

Outro aspecto inegável do carnaval contemporâneo, é o apelo erótico do carnaval brasileiro. Pelo mundo, o carnaval é visto de maneiras diferentes. Aceitação, admiração, curiosidade, fascínio, crítica e rejeição, são algumas das impressões externas da festa.

Em muitos países, especialmente na Europa e na América Latina, segundo consta, o carnaval brasileiro é visto como uma expressão autêntica da cultura brasileira. A erotização da festa é aceita e admirada, “faz da festa”, é o que se conclui.

Em países mais conservadores, como os Estados Unidos e alguns países asiáticos, o carnaval brasileiro é visto com curiosidade e fascínio. O apelo erótico pode ser considerado exótico e atraente, mas também gera controvérsia.

Em países com culturas ultraconservadoras, como alguns países do Oriente Médio e da África, o carnaval brasileiro é visto como imoral ou indecente. O apelo erótico é considerado ofensivo e contrário aos valores locais.

No Brasil, em uma perspectiva turística, o nosso carnaval é a atração principal, e o apelo erótico é parte dos atributos que atraem o público. O brasileiro vê a festa como uma oportunidade para experimentar sensações diferentes, se jogar e se divertir! O carnaval é uma festa única e combina com música, muita dança, cor e sensualidade.

É uma festa amplamente aceita por todas as camadas da sociedade brasileira por vários motivos, a tradição cultural é uma delas. O carnaval tem raízes profundas na cultura brasileira e é uma celebração que remonta a décadas e décadas de tradições locais.

O Carnaval do Brasil é inclusivo

O carnaval é um evento extremamente inclusivo que permite a participação de pessoas de todas as idades, classes sociais e origens. O povo, literalmente se joga nos blocos de rua, que são gratuitos e abertos a todos, promovendo um senso de comunidade e pertencimento. A festa oferece uma plataforma para a expressão artística em várias formas, incluindo música, dança, fantasias e artes visuais. É uma oportunidade para artistas e amadores mostrarem sua criatividade e talento.

É uma época de irreverência e alegria, onde as pessoas podem esquecer suas preocupações e curtir momentos especiais de diversão. A música, as cores, a dança e a energia positiva, tudo contagia a todos que participam.

Não podemos desconsiderar o impacto econômico significativo, gerando empregos temporários, movimentando a economia formal e informal das cidades, gerando oportunidades de geração de trabalho e renda para muitas famílias.

Em resumo, o carnaval é uma grande celebração que une as pessoas, celebra a diversidade cultural e proporciona alegria e diversão, fazendo a festa para muitos brasileiros.

Como dizem em voz geral, “o ano só começa depois do carnaval”, por isso, a partir de hoje, vista sua fantasia, escolha bons amigos, reúna sua família e caia na folia. Divertir um pouco, não faz mal a ninguém.

Como anunciei anteriormente em outra postagem, vou curtir meu carnaval em minha cidade natal, no coração de Minas Gerais e pretendo aproveitar ao máximo, a festa, as amizades, a folia, a irreverência e as cores do carnaval brasileiro.

Espero que você também caia na folia e se divirta bastante. Até a próxima.

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Começou a folia, o brasil se entrega ao carnaval!

Começou a folia, o brasil se entrega ao carnaval! (Foto: Arquimedes Santos PMOLINDA)

Chegou o carnaval! Oficialmente o Brasil comemora neste período a sua maior e mais popular festa do calendário cultural e turístico. O carnaval é uma festa popular com raízes em tradições antigas, principalmente do continente Europeu.

Uma das teorias mais aceitas é que o carnaval tem suas raízes em festas pagãs da antiguidade, como as festas romanas em homenagem a Saturno e as festas gregas em homenagem a Dionísio. Essas festas eram celebradas com música, dança, comida e bebida.

Há quem diga, que o carnaval se desenvolveu a partir das festas medievais da Europa, como as festas de carnaval da Idade Média, que eram celebradas antes da Quaresma.

O carnaval no Brasil, construiu ao longo dos anos, uma história rica e fascinante, com bases culturais que remontam à colonização portuguesa ainda no século XVII.

Por aqui o carnaval começava com o entrudo, uma brincadeira popular trazida pelos portugueses. Durante o entrudo, as pessoas jogavam água, farinha e outros materiais umas nas outras, criando um ambiente de diversão e desordem. Em alguns cantos do Brasil, este hábito de jogarem farinha permanece, vai entender!

O Baile de Máscaras, que veio um pouco mais tarde, começou uma transformação no carnaval. Os bailes, eram inspirados nas festas europeias e eram frequentados principalmente pela elite, ainda assim, as comemorações, ajudaram a popularizar a festa.

Popularização do Carnaval

No final do século XIX e início do século XX, surgiram as sociedades carnavalescas, que organizavam desfiles e eventos carnavalescos e contribuíam para a popularização do carnaval entre as camadas menos favorecidas da população.

No nascedouro do século XX, o samba, estilo musical fortemente influenciado pela cultura africana, começou a se associar ao carnaval e as primeiras escolas de samba surgiram no Rio de Janeiro, organizando desfiles que se tornaram paulatinamente em um dos principais eventos do carnaval brasileiro, atraindo multidões ano a ano.

Tanto, que em 1984, foi inaugurado o Sambódromo no Rio de Janeiro. Um local especialmente construído para os desfiles e se tornou um símbolo do carnaval carioca e um ponto de referência para turistas e amantes do carnaval.

O carnaval é hoje uma festa diversa. No Brasil a festa é celebrada de diferentes maneiras em várias regiões do país.

Diversidade

Em Salvador na Bahia, por exemplo, os trios elétricos e o axé music são o grande destaque, enquanto em Recife e Olinda, o frevo, o maracatu e o Galo da Madrugada, são as principais atrações para o grande público, no Rio de Janeiro, os blocos de rua e os desfiles oficiais no Sambódromo, atraem o mundo para lá e Belo Horizonte, de uns anos para cá, vem roubando a cena do carnaval brasileiro, sendo considerado o maior evento de rua do país.

O carnaval brasileiro é uma celebração que evoluiu cultural e tecnologicamente, incorporando diversas influências e se tornando a maior festa popular da atualidade! O certo, é que não é fácil analisar a origem do Carnaval. Isto é um tema complexo e multifacetado, que envolve a influência de diferentes culturas e tradições.

Foto: Cristovão Oliveira/ Flickr

Sendo a festa que antecede a quaresma, é inegável, que o carnaval tem um fundamento religioso histórico, embora tenha evoluído ao longo do tempo e se tornado uma celebração totalmente secular.

Se olharmos para as tradições cristãs, entendemos que o carnaval tem suas raízes na tradição cristã, especificamente na época da Quaresma, um período de 40 dias de jejum e reflexão que antecede a Páscoa.

O nome “carnaval” vem do latim “carne vale“, precisamente “adeus à carne”. Isso se refere ao fato de que, durante a Quaresma, os cristãos tradicionalmente deixam de comer carne e outros alimentos como forma de penitência, mas antes desse período, a festa era uma oportunidade para as pessoas se divertirem, comerem e beberem para depois, começarem o período de jejum.

Hoje em dia, o carnaval tem menos ênfase nas suas bases religiosas e é uma festa popular que é celebrada em muitos países ao redor do mundo, com música, dança, comida e bebida.

Turisticamente, o Brasil incorporou a festa do carnaval como um dos principais eventos do calendário ao longo do século 20, especialmente após a década de 1950. Nesse período, o carnaval ganhou destaque como uma atração turística nacional e o Rio de Janeiro tornou-se o epicentro das celebrações.

Não demorou muito e o governo brasileiro começou a investir mais na promoção do carnaval como um atrativo turístico, com a criação de infraestrutura e atrações específicas para os visitantes.

Como o Carnaval brasileiro é visto lá fora

Outro aspecto inegável do carnaval contemporâneo, é o apelo erótico do carnaval brasileiro. Pelo mundo, o carnaval é visto de maneiras diferentes. Aceitação, admiração, curiosidade, fascínio, crítica e rejeição, são algumas das impressões externas da festa.

Em muitos países, especialmente na Europa e na América Latina, segundo consta, o carnaval brasileiro é visto como uma expressão autêntica da cultura brasileira. A erotização da festa é aceita e admirada, “faz da festa”, é o que se conclui.

Em países mais conservadores, como os Estados Unidos e alguns países asiáticos, o carnaval brasileiro é visto com curiosidade e fascínio. O apelo erótico pode ser considerado exótico e atraente, mas também gera controvérsia.

Em países com culturas ultraconservadoras, como alguns países do Oriente Médio e da África, o carnaval brasileiro é visto como imoral ou indecente. O apelo erótico é considerado ofensivo e contrário aos valores locais.

No Brasil, em uma perspectiva turística, o nosso carnaval é a atração principal, e o apelo erótico é parte dos atributos que atraem o público. O brasileiro vê a festa como uma oportunidade para experimentar sensações diferentes, se jogar e se divertir! O carnaval é uma festa única e combina com música, muita dança, cor e sensualidade.

É uma festa amplamente aceita por todas as camadas da sociedade brasileira por vários motivos, a tradição cultural é uma delas. O carnaval tem raízes profundas na cultura brasileira e é uma celebração que remonta a décadas e décadas de tradições locais.

O Carnaval do Brasil é inclusivo

O carnaval é um evento extremamente inclusivo que permite a participação de pessoas de todas as idades, classes sociais e origens. O povo, literalmente se joga nos blocos de rua, que são gratuitos e abertos a todos, promovendo um senso de comunidade e pertencimento. A festa oferece uma plataforma para a expressão artística em várias formas, incluindo música, dança, fantasias e artes visuais. É uma oportunidade para artistas e amadores mostrarem sua criatividade e talento.

É uma época de irreverência e alegria, onde as pessoas podem esquecer suas preocupações e curtir momentos especiais de diversão. A música, as cores, a dança e a energia positiva, tudo contagia a todos que participam.

Não podemos desconsiderar o impacto econômico significativo, gerando empregos temporários, movimentando a economia formal e informal das cidades, gerando oportunidades de geração de trabalho e renda para muitas famílias.

Em resumo, o carnaval é uma grande celebração que une as pessoas, celebra a diversidade cultural e proporciona alegria e diversão, fazendo a festa para muitos brasileiros.

Como dizem em voz geral, “o ano só começa depois do carnaval”, por isso, a partir de hoje, vista sua fantasia, escolha bons amigos, reúna sua família e caia na folia. Divertir um pouco, não faz mal a ninguém.

Como anunciei anteriormente em outra postagem, vou curtir meu carnaval em minha cidade natal, no coração de Minas Gerais e pretendo aproveitar ao máximo, a festa, as amizades, a folia, a irreverência e as cores do carnaval brasileiro.

Espero que você também caia na folia e se divirta bastante. Até a próxima.

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Mês movimentado! Confira os contratados e promovidos no Turismo em fevereiro

O mês de fevereiro pode ser mais curto, mas foi muito movimentado para o Turismo, com contratações, promoções e despedidas de diversas empresas do setor. A PANROTAS noticiou ao longo do mês o vai e vem de 50 empresas, e o compilado de todos os profissionais realocados você confere logo abaixo.

Abla

A gerente administrativa da Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (Abla), Francine Evelyn, assumiu o cargo de diretora executiva da entidade. Profissional experiente no segmento associativo, Francine atua na associação há quase 15 anos, tendo exercido as funções de assistente de diretoria, comercial e financeira, assim como o cargo de coordenadora geral.

Academia Brasileira de Eventos e Turismo

O empresário e administrador de empresas Juan Pablo de Vera, CEO da Diex Midia, tomou posse da cadeira 12 da Academia Brasileira de Eventos e Turismo, sucedendo Eduardo Sanovicz.

Alles Park

O Grupo Interparques anunciou a promoção de Ramon Fernandes a gerente comercial do Alles Park, em Pomerode (SC). O profissional também atua como gerente comercial da FG Big Wheel, em Balneário Camboriú, e tem 20 anos de experiência no Turismo.

Alta

O Comitê Executivo da Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo (Alta) anunciou que José Ricardo Botelho, atual diretor executivo e CEO, deixará o cargo em março. José Ricardo ingressou na Alta em junho de 2020, em meio a um período desafiador. No seu lugar, quem assume é Peter Cerdá, atual vice-presidente para as Américas da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), a partir de 15 de março.

Amarante

A Amarante, que administra o Salinas Maragogi, Salinas Maceió e Japaratinga Lounge Resort, no litoral de Alagoas, anunciou novidades em seu quadro de colaboradores. Entre as primeiras apostas deste ano, Danúbia Silva passa a ser diretora de Controladoria e CSC (Centro de Serviços Compartilhados).

American Airlines

A American Airlines nomeou Heather Garboden como vice-presidente sênior e diretora de Atendimento ao Cliente. Heather supervisionará a recém-criada equipe de experiência do cliente da empresa.

Avianca

A Avianca nomeou Valeria Yglesias como VP Sênior de Fidelidade & diretora geral do LifeMiles, o programa de fidelidade da companhia. Em sua nova função, a executiva será responsável por continuar posicionando o LifeMiles no setor.

Azul

A Azul anunciou a chegada do executivo André Gonçalves da Cruz como novo vice-presidente Técnico. Flávio Costa, que ocupou o cargo por doze anos, continuará a apoiar a Azul como consultor até o final deste ano.

Boarding Gate

A Boarding Gate, empresa de representação de destinos internacionais no Brasil, anunciou a contratação de Cristiane Vento como nova executiva comercial. A profissional assumiu o cargo no final do mês passado, sucedendo a Esther Vega, que esteve à frente da posição por quase dois anos.

Brand USA

O Brand USA anunciou, neste mês, Leah Chandler como nova diretora global de Marketing. Com mais de 20 anos de experiência em branding, publicidade e marketing de destino no setor de Turismo, Leah liderará a estratégia de marketing global do Brand USA a partir do dia 17 de março, liderando os esforços para inspirar viagens internacionais aos Estados Unidos por meio de campanhas e elevando a presença do país como um destino global.

BWT Operadora

A BWT Operadora anunciou a criação de uma nova área de Novos Negócios, com o objetivo de reforçar parcerias, ampliar o portfólio de produtos e consolidar sua presença no mercado de turismo. Para liderar esse novo setor, a operadora contratou Roberto Araujo, executivo com ampla experiência no setor.

Cana Brava Resort

O Cana Brava Resort, em Ilhéus, Bahia, anunciou a contratação de Raoni Herrero para o cargo de gerente de e-commerce. O profissional chega com a missão de fortalecer a equipe comercial do resort, alinhando estratégias digitais aos objetivos de crescimento da empresa. Sua atuação visa melhorar a experiência do cliente no site do resort, tornando o processo de compra mais eficiente e acessível.

Comissão Especial de Direito Aeronáutico

Roberta Andreoli foi nomeada, pela segunda gestão consecutiva, como presidente da Comissão Especial de Direito Aeronáutico da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional São Paulo (OAB-SP). A advogada, que teve nomeação oficializada por meio de portaria publicada no dia 12 de fevereiro de 2025, assumiu seu primeiro mandato no final do triênio passado e, reeleita, segue à frente do grupo até 2027.

Capella Hotel Group

O Capella Hotel Group comunicou ao mercado a chegada de uma diretoria regional de Vendas na América Latina. Quem fica à frente da divisão na região é Flávia Máximo, já responsável pelo desempenho do Patina Maldives no Brasil. A executiva agora expande sua atuação, assumindo a liderança comercial de outras propriedades da rede, como Capella Bangkok, Capella Singapore, Capella Hanoi e Capella Sydney, mantendo no portfólio o Patina Maldives, onde sua trajetória teve início.

Copastur

Simone Nogueira deixou a Copastur após quatro anos. Durante seu tempo na agência de viagens corporativas, ela participou da criação da área comercial de Eventos e Incentivos e da área de Desenvolvimento de Negócios. Nogueira era a head da área de Desenvolvimento de Negócios.

Diversa Turismo

A Diversa Turismo anunciou a ampliação do seu time comercial de São Paulo. Thais Orfano, que até então atuava como executiva de contas em São Paulo, assumiu a gerência comercial da capital e Baixada Santista. Já Alexandre Gomes Vaz Pinto é o novo executivo de Contas da operadora para a Baixada Santista.

Flytour Business Travel

A Flytour Business Travel comunicou ao mercado o retorno da head de Relacionamento Andrea Avelleda. A profissional, com mais de 30 anos de experiência no Turismo, fez parte da corporação por mais de duas décadas, deixando a cadeira de líder em 2023 para novos desafios. Agora, quase dois anos depois, está de volta a convite da diretora da FBT, Manuela Bernardes, apoiada pelo vice-presidente da BeFly, Luciano Guimarães.

Gol

A Gol passou por uma reestruturação da área comercial sob liderança de Danillo Barbizan. Nesta nova estrutura, Juliane Castiglione permaneceu como gerente executiva de Vendas B2B, enquanto Acácio Pedro segue como gerente executivo de e-commerce e Portal B2B da Gol. Na parte da gerência internacional, a companhia está em busca de um novo profissional.

Grupo GEA

O Grupo GEA, que está expandindo sua atuação pela América Latina, acaba de anunciar mudanças e novas contratações no seu departamento Comercial. Patricio Vigliatore, María José, Marcelo Costa e Juan Cruz participam da dança das cadeiras. Veja as movimentações em detalhes aqui.

Grupo Oceanic

Após quase cinco anos como gerente comercial do Grupo Oceanic, Mano Neves se despediu neste mês da empresa com base em Balneário Camboriú (SC). Com atuação no canal B2B, o executivo participou da implantação do departamento de Vendas desde a abertura do primeiro atrativo do grupo.

Ainda, a empresa anunciou Thiago Velasques como o novo gerente comercial de Negócios B2B. Com 20 anos de experiência no setor de Turismo e eventos, incluindo os últimos dois anos como secretário de Turismo de Balneário Camboriú (SC), Velasques será responsável pela gestão das equipes em São Paulo e Santa Catarina, com foco em expandir e fortalecer parcerias estratégicas.

Grupo Tauá

O Grupo Tauá anunciou o especialista em Estratégia, Inovação e Marketing, Miguel Diniz Barreto, como novo head de Novos Produtos e Inovação. Barreto tem 20 anos de experiência profissional, sobretudo em Hotelaria, Entretenimento e Turismo, e assume o desafio de impulsionar a transformação dos produtos da rede por meio de soluções inovadoras e sustentáveis, em conjunto com as áreas da empresa.

GTA

A GTA – Global Travel Assistance anunciou a contratação de Filipe Ferraz como novo representante comercial nos Estados da Paraíba e Pernambuco. Com 24 anos de experiência no setor de seguros, sendo 23 dedicados ao seguro viagem, Ferraz já atuou na empresa entre 2016 e 2022, na função de coordenador nacional de vendas.

Ainda, a empresa comunicou a chegada de Paulo Kehl Martins como novo representante comercial no Rio Grande do Sul, como parte do plano de fortalecer o relacionamento com o trade turístico no Estado.

Hotelaria Brasil

A Hotelaria Brasil anunciou a contratação de Monica Ordóñez para o cargo de diretora de Vendas e Marketing da rede. A executiva tem uma trajetória de mais de 15 anos na indústria de hospitalidade.

Iata

Dany Oliveira não é mais o Country Manager da Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata) no Brasil. Ele deixou o cargo após sete anos. Em suas redes sociais, o executivo anunciou a sua saída e destacou a “jornada intensa e gratificante à frente da associação, onde pude contribuir para o desenvolvimento do setor aéreo no País”.

Incomum Viagens

Recém-saídas da ViagensPromo, Cristiane Oliveira e Silvana Nobori já foram recolocadas no mercado de Turismo. A Incomum Viagens correu para contratar as duas profissionais no interior de São Paulo. Cristiane Oliveira assume o cargo de gerente de Contas e Silvana é contratada como executiva de Atendimento a Agências.

Movimento parecido aconteceu com a ex-ViagensPromo Lorena Hordonez. A executiva foi contratada pela Incomum para atender os agentes de viagens parceiros da operadora em Brasília, Goiânia e interior de Goiás.

Ainda, Marcelo Rossi foi contratado pela operadora para atuar como promotor de Vendas na cidade de São Paulo. O executivo estava na Agaxtur, onde atuou por mais de dois anos, mas tem uma experiência de três décadas em Turismo, com passagens por Viagens Costa, CVC, Agaxtur e Squad.

Interep

Élcio Cattin é o novo supervisor de Vendas do interior de São Paulo da Interep. O executivo foi mais um profissional que deixou a ViagensPromo e foi prontamente realocado no mercado de Turismo.

A Interep também anunciou a chegada de Dario Neves como executivo de Contas de São Paulo – Capital. O profissional estava na Smiles Viagens.

Jurema Águas Quentes

O complexo de resorts Jurema Águas Quentes, localizado em Iretama (PR), anunciou Ricardo Dias como novo diretor de Vendas & Marketing. Com 15 anos de experiência no setor de Hotelaria e Turismo, principalmente na área comercial e liderança de times, ele assumiu o departamento do complexo neste mês.

Le Canton

O Le Canton deu as boas-vindas ao seu novo gerente de A&B, Otávio Barros Camacho. O profissional, de 65 anos, acumula experiência de mais de três décadas na área, tanto no Brasil como no exterior, dentro e fora da indústria hotelaria.

Maiorca Turismo

A Maiorca Turismo anunciou no início deste mês de fevereiro que Alexandre Costa assumiu o cargo de gerente comercial nacional, após 10 anos de dedicação como gerente da unidade do Rio de Janeiro. O executivo soma experiências no mercado corporativo, tendo atuado em empresas como Avianca, American Express Business Travel (Flytour), Carlson Wagonlit e Vasp, além de ter assumido o cargo de coordenador de Operações na Belotur.

Mais DMC Brasil

A Mais Brasil DMC anunciou a contratação de Michelle Araújo como gerente de Operações. A profissional possui 27 anos de expertise no setor de Turismo e é uma das apostas da empresa para fortalecer o relacionamento com clientes e parceiros.

Marriott

A Marriott International anunciou Diogo Nazarian como gerente geral do novo The Westin São Paulo, que será inaugurado no segundo trimestre de 2025, no bairro do Itaim Bibi, zona sul de São Paulo.

MCI Brasil

Depois de uma trajetória de mais de onze anos na Reed Exhibitions, onde atuou como gerente de Marketing e Comunicação da WTM Latin America, Thais Del Ben, que anunciou a saída da empresa organizadora da feira em agosto de 2023, está de casa nova. A profissional assumiu o cargo de gerente de Contas e Operações na MCI Brasil.

New Age

A New Age Operadora anunciou André Pedroso como novo executivo de Vendas para as regiões de Campinas e Vale do Paraíba. Com 17 anos de experiência e passagens por CVC Corp, Trend e Fenix Operadora, o executivo chega para trabalhar diretamente com o gerente comercial Fabiano Schmidt.

Oceania Cruises

A Oceania Cruises informou a nomeação de Brennan Quesnele como novo vice-presidente sênior de Vendas. O executivo assumiu o cargo no dia 24 deste mês. Ainda, o presidente da Oceania Cruises, Frank A. Del Rio, anunciou sua saída da companhia marítima.

Sabre

Diógenes Toloni retornou, pela terceira vez, ao Sabre, dessa vez como diretor comercial do Direct Pay para a América Latina. O executivo, que atuava até então na área de pagamentos da Worldline, inicia na nova função no dia 3 de março.

Sakura

A Sakura Consolidadora anunciou Marcela Cano como nova contratada para sua base em Campinas (SP). Ela passa a integrar a equipe da regional no time de Operações, liderado por Camila Piton, gerente operacional, para atender os agentes de viagem de Campinas e região. A profissional tem passagens Esferatur, Flytour e Mondee, e chega a Sakura para fortalecer ainda mais a abrangência da Sakura no interior de São Paulo.

Neste mês, a consolidadora também contratou Fabi Andrade, que assumiu como executiva de Contas. Nome conhecido no mercado paulista, a profissional soma quase 30 anos de Turismo, com passagens por Ancoradouro, Esferatur, RexturAdvance e TP Air, onde ficou até o mês passado.

Secretaria Municipal de Turismo de São Paulo

A Secretaria Municipal de Turismo de São Paulo tem uma nova diretora de Turismo. Trata-se de Jaqueline Lima Nascimento, que já atuava na secretaria como Assessora Técnica desde 2022 e agora foi promovida. A profissional também tem passagem pelo setor de comunicação da Secretaria Estadual de Turismo de SP.

SkyTeam

Alberto Melo Júnior foi contratado pela SkyTeam e atenderá agências de viagens de Pernambuco pela consolidadora. O profissional deixou a ViagensPromo recentemente e volta ao setor de consolidação, após atuação em Esferatur e posteriormente CVC Corp.

Slaviero

A Slaviero Administradora anunciou a promoção de Fernanda Ribeiro e João Paulo de Almeida a posições estratégicas para reforçar seu compromisso com o desenvolvimento interno. Eles assumem, respectivamente, a gerência de E-commerce e a gerência de Implantações das marcas Slaviero Hotéis e Slim Hotéis.

Smiles Viagens

Maurício Anias, que assumiu o cargo de gerente comercial da Smiles Viagens em setembro de 2023, saiu da operadora de viagens da Gol. O executivo anunciou sua saída nas redes sociais, algo confirmado pela própria assessoria da Smiles Viagens que citou “ajustes pontuais e movimentações naturais do negócio”.

Rodrigo Possatto já havia se despedido da empresa em janeiro, e no mês seguinte, Juan Ignacio Mudeh, atual diretor de Aéreas e Universo do Viajante da Smiles, assumiu o cargo, como novo diretor da operadora de Turismo do grupo.

Neste sentido, a Smiles Viagens passou por reestruturações neste último mês de fevereiro, e também contou com a saída de Domingo Antonio Rodriguez. O executivo era considerado o colaborador número #02 da Smiles Viagens, passando por Tecnologia de Informação, Atendimento, Operações, Produtos e Vendas B2B.

St. Pete & Clearwater

Andrea Gabel é a nova diretora de Vendas Internacionais de St. Pete & Clearwater, destino localizado na Flórida. Até então gerente sênior de Vendas para América Latina, Gabel agora se concentrará nos esforços de promoção do destino em âmbito global, indo muito além do mercado brasileiro e latino-americano e chegando em outros mercados considerados chave para St. Pete & Clearwater.

Summit Hotels

A Summit Hotels comunicou Acácio Pinto como seu novo Diretor de Operações e Desenvolvimento. Com uma marcada no setor hoteleiro, Pinto chega para reforçar a estratégia de expansão e qualidade da rede.

Swan Hellenic

A Swan Hellenic confirmou a chegada de Gustavo Benetti à sua equipe como diretor de Vendas para a América Latina, reportando diretamente à diretora comercial Patrizia Iantorno.

Ainda, Edi Guerreiro não é mais o diretor da Swan Hellenic para América do Sul. Ele anunciou sua saída da companhia britânica especializada em cruzeiros de expedição no final deste mês, após três anos no cargo.

Terminal BTG Pactual

Após sua saída da Iberia/British Airways, por onde atuou por 17 anos, Christiane Momose começou neste mês um novo desafio como gerente de Vendas e Distribuição B2B no Terminal BTG Pactual, área de embarque voltada ao público de luxo na área internacional do Aeroporto de Guarulhos.

Thermas Acqualinda

O Thermas Acqualinda, parque aquático localizado em Andradina (SP), iniciou um novo capítulo em sua trajetória com a chegada de dois nomes à sua liderança: Márcio Cunha, novo CEO do parque, e Juliano Flores, o novo gerente geral.

Turkish Airlines

Bruno Melo foi anunciado como executivo sênior de Vendas Corporativas da Turkish Airlines no Brasil. Com 20 anos de experiência no setor aéreo, Melo já passou por empresas como Varig, Copa Airlines, Air France e Aviareps, de onde acaba de se despedir.

ViagensPromo

A ViagensPromo observou muita movimentação neste mês de fevereiro. Diversos profissionais anunciaram sua saída da operadora e muitos deles já foram realocados. Confira a lista completa acessando este link.

Visit Florida

Dana Young, que anunciou em dezembro de 2024 sua aposentadoria, deixou o cargo de presidente e CEO do Visit Florida no início de fevereiro, assim que o Florida Huddle 2025 chegou ao fim. A executiva dedicou seis anos à liderança da entidade oficial de marketing de Turismo do estado. Craig Thomas, então diretor de Operações e conselheiro geral do órgão, assumiu o cargo de CEO interino do órgão.

Visit Iguassu

Luciano Motta foi nomeado vice-presidente do Visit Iguassu durante a 1ª Reunião Ordinária de Conselho Deliberativo e a 1ª Extraordinária de Conselho Diretor, Deliberativo e Fiscal da instituição. Na ocasião, também foram apresentados o balanço de 2024 e a projeção orçamentária para 2025.

Visit Rio

Para impulsionar o segmento esportivo, com a proximidade da Copa do Mundo Feminina e a candidatura para sediar os Jogos Pan-Americanos ganhando força, o Visit Rio passou a contar com o reforço de Bernardo Carvão, novo especialista da área Mice que atuará com foco exclusivo em eventos esportivos.

Wooba

A Wooba anunciou André Pontes, ex-CVC, como seu novo diretor técnico. Com experiência no mercado de tecnologia e passagem pelo setor de Turismo desde 2019, André assume o desafio de fortalecer a infraestrutura tecnológica do Wooba e acompanhar o crescimento da empresa. Rafael Vieira, por sua vez, assume como CTO (Chief Technology Officer).

ApexBrasil e MPor assinam acordo de cooperação técnica para atrair investimentos

O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana, e o ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, assinaram, nesta quarta-feira (26/2), na sede da Agência, em Brasília, um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com o objetivo de atrair investimentos estrangeiros para os setores de transporte aquaviário e aeroviário, infraestrutura portuária e aeroportuária, além de novas tecnologias.

O presidente da ApexBrasil destacou que pretende ir a outros países, como EUA, Inglaterra e Emirados Árabes Unidos, para anunciar os projetos do setor. “O Brasil virou o ano passado como um dos países a receberem mais investimentos estrangeiros. Imagine agora, que a gente vai andar pelo mundo, apresentando os projetos que o Ministério de Portos e Aeroportos tem para receberem investimentos de todos os países do mundo?”, disse Viana.

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Já o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, ressaltou que a quantia de projetos que a pasta busca oferecer ao mercado internacional, por meio de investimento, chega a R$ 20 bilhões. O acordo assinado entre o ministério e agência ainda prevê ações em áreas de inovação e ESG (sigla em inglês para Ambiental, Social e Governança).

“Isso significa geração de emprego e renda, que eu digo sempre que é o maior programa social do Brasil. É levar oportunidade para o povo brasileiro e esse entendimento que está sendo construído no dia de hoje vai gerar muitas oportunidades para todo o Brasil”, complementou Costa Filho.

Além do acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos, a ideia da ApexBrasil é expandir a cooperação técnica para as rodovias e ferrovias, por meio de parceria com o Ministério dos Transportes, sob o comando do ministro Renan Filho.

Carnaval, turismo e projetos: a arte de adaptar com ‘ tailoring ‘

Carnaval, turismo e projetos: a arte de adaptar com ‘ tailoring ‘ (Como Personalizar Projetos para o Carnaval (Foto: Freepik))

Mais um post desta série incrível, que promete enriquecer seu conhecimento em gestão de projetos, especialmente quando aplicado ao setor do turismo.

Todo conteúdo é fundamentado no Guia de Conhecimento em Gerenciamento de Projetos, conhecido como PMBOK. Em sua 7ª edição, o guia continua sendo uma referência internacional amplamente reconhecida no campo do gerenciamento de projetos, oferecendo diretrizes e melhores práticas para profissionais em todo o mundo.

Esteja preparado para uma jornada de aprendizado significativa que alia padrões globais de gerenciamento de projetos à prática no contexto específico do turismo.

No post de hoje, vamos descobrir sobre tailoring. Você já ouviu falar?

Tailoring é um termo em inglês que significa customização ou adaptação. No gerenciamento de projetos, ele representa a prática de ajustar processos, metodologias e abordagens conforme as características e necessidades específicas de cada projeto.

Agora, imagine que você está organizando um bloco de Carnaval. Cada detalhe precisa ser planejado para que a festa aconteça da melhor maneira possível.

Cada bloco tem sua própria identidade. Alguns são altamente organizados, com abadás e cordões de isolamento, enquanto outros são mais livres e democráticos. O mesmo vale para os projetos: cada um deve ser ajustado conforme seu tamanho, complexidade e objetivos. Aplicar um modelo padrão para todos os casos pode ser um erro.

Cultura e valores

O tailoring também leva em conta a cultura e os valores da organização. Se o seu bloco prioriza a segurança, ele pode investir em mais estrutura e controle de acesso. Já um bloco mais informal pode optar por menos exigências e maior liberdade para os foliões. Nos projetos, essa mesma lógica se aplica: as abordagens devem ser ajustadas conforme o apetite ao risco e as necessidades do negócio.

Embora existam metodologias prontas para o gerenciamento de projetos, segui-las rigidamente sem considerar o contexto pode ser um erro. Um bloco de rua não precisa da mesma estrutura de um desfile de escola de samba, assim como um projeto pequeno não exige a mesma gestão de um megaprojeto. Mas cuidado! Algumas adaptações têm limites. No Carnaval, por exemplo, existem normas municipais sobre trajetos e horários de encerramento que todos os blocos devem seguir.

Outro benefício do tailoring é o impacto positivo sobre a equipe. Quando os membros do bloco participam das decisões e ajudam a definir o formato do evento, eles se sentem mais engajados. O mesmo ocorre nos projetos: envolvimento na definição dos processos gera maior comprometimento e motivação.

O grande segredo do tailoring é equilibrar diversos fatores. No Carnaval, a meta é criar uma experiência incrível sem estourar o orçamento. Nos projetos, é preciso minimizar custos, otimizar recursos e garantir que o resultado final atenda às expectativas das partes interessadas.

E claro, tudo isso tem um objetivo principal: fazer a festa acontecer da melhor maneira possível!

Falando em festa, o Carnaval vai muito além da diversão: ele é um dos maiores motores do turismo no Brasil. Milhões de pessoas viajam pelo país para curtir os blocos, desfiles e festas, movimentando o comércio, a hotelaria e o setor de serviços. Assim como um projeto bem planejado pode transformar uma empresa, o tailoring aplicado ao Carnaval ajuda cidades inteiras a se prepararem para receber turistas, garantindo infraestrutura, segurança e organização.

Portanto, da próxima vez que pensar em gerenciamento de projetos, lembre-se do Carnaval: cada bloco tem seu jeito de brilhar na avenida, e cada projeto precisa de seu próprio tailoring para alcançar o sucesso!

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A Importância da Força Municipal de Segurança para o Rio de Janeiro

A crescente insegurança nas ruas do Rio de Janeiro tem sido uma das principais preocupações da população e um desafio constante para a administração pública. Diante desse cenário, o prefeito Eduardo Paes propôs a criação da Força Municipal de Segurança, uma iniciativa ousada que visa atuar de forma complementar às forças estaduais e federais, combatendo pequenos delitos e aumentando a presença de agentes nas áreas de maior circulação. A proposta é fundamental para reduzir os índices de criminalidade e proporcionar maior sensação de segurança aos cariocas.

Estudos realizados pela Fundação Getúlio Vargas, em parceria com a Secretaria Municipal de Ordem Pública, demonstram que o crime no Rio está concentrado em apenas 5,3% do território, onde ocorrem 50% dos roubos e furtos de rua. Isso indica a necessidade de um policiamento mais preventivo e direcionado, exatamente o papel que a nova Força Municipal de Segurança se propõe a desempenhar. A medida busca otimizar a segurança pública na cidade, garantindo que as regiões mais críticas recebam maior atenção e atuação eficiente.

A estrutura da corporação proposta pelo prefeito prevê um diretor-chefe, um ouvidor independente, um corregedor, além de cargos efetivos de gestor e agente de segurança. A previsão é que a corporação conte com 4,2 mil agentes até 2028, o que representará um aumento significativo no efetivo responsável pela segurança das ruas. O projeto também abre espaço para profissionais egressos do Exército, Marinha e Aeronáutica, aproveitando a experiência militar para fortalecer a nova força de segurança.

Além da criação da Força Municipal, a administração de Eduardo Paes também busca refundar a Guarda Municipal, ampliando sua atuação em praças, praias e áreas de grande circulação. A ideia é que a Guarda Municipal desempenhe um papel mais ativo na segurança do trânsito e na fiscalização urbana, permitindo que a nova Força Municipal concentre seus esforços no policiamento preventivo.

Outra medida que reforça o compromisso da prefeitura com a segurança é a ampliação da Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em apoio à Segurança (Civitas). Com uma nova sala de controle e aumento no número de operadores, a Civitas poderá analisar e compilar dados sobre segurança de forma mais eficiente, auxiliando na prevenção de crimes e na identificação de padrões criminais na cidade.

Apesar das críticas de alguns setores, que alegam a inconstitucionalidade da medida, especialistas ressaltam que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal permite a ampliação do papel dos municípios na segurança pública. O modelo de forças de segurança municipais armadas tem sido adotado com sucesso em diversas cidades ao redor do mundo, demonstrando que a iniciativa pode ser um diferencial importante para o Rio de Janeiro.

A criminalidade impacta diretamente a qualidade de vida da população e o desenvolvimento econômico da cidade. O turismo, por exemplo, é um dos setores mais afetados pela falta de segurança, afastando visitantes e prejudicando a economia local. Com uma presença maior de agentes nas ruas, a expectativa é que haja uma redução na ocorrência de crimes, incentivando tanto a população local quanto turistas a circularem pela cidade com maior tranquilidade.

A proposta de Eduardo Paes é um passo essencial para que o Rio de Janeiro retome o controle sobre a segurança de suas ruas e garanta um ambiente mais seguro para todos. Ao assumir uma postura proativa e complementar às forças estaduais e federais, a prefeitura demonstra seu compromisso com o bem-estar da população. Agora, cabe à Câmara dos Vereadores avaliar e aprovar essa iniciativa, que tem potencial para transformar a realidade da cidade e trazer mais segurança para os cariocas.

Uma década após a derrocada de sua petroleira, veja como Eike tenta voltar à cena com combustível verde e cripto

Uma década depois do colapso de sua petroleira OGX (e consequentemente de sua holding EBX e do posto de um dos mais ricos do mundo), o empresário Eike Batista quer produzir combustível verde. Ele diz estar de volta aos projetos bilionários, mas em versão repaginada, reciclável, ou como ele mesmo diz “green, green, green” e disruptiva.

Estas foram as palavras usadas para apresentar sua nova empreitada: cultivo de uma supercana-de-açúcar para a produção de etanol, combustível sustentável de aviação (SAF, na sigla em inglês) e embalagens biodegradáveis.

Mas não basta deixar para trás o petróleo e a mineração que marcaram o apogeu e derrocada do Grupo X e que levaram e tiraram o nome de Eike da lista dos maiores bilionários do país e do mundo. No ensaio para voltar aos holofotes, ele agora aposta em empreendimento verde e adere ao cripto.

Para financiar seu “unicórnio disruptivo de biotecnologia”, o caminho escolhido foi lançar um token que junta passado e presente. A imagem do criptoativo é o rosto do empresário no centro de um sol, ícone da antiga EBX e agora Batista Group.

O diálogo entre o Eike de ontem e de hoje é visível até no local da apresentação , o restaurante Mr. Lam, no Rio, um dos poucos ativos dos dias de glória do Império X que permaneceram nas mãos do empresário.

Entre rolinhos primaveras e espetinhos de frango empanados, prato que é marca registrada de Eike, o empresário afirmou que pretende levantar US$ 100 milhões, ou 10% do que seria o atual valor do negócio, de US$ 1 bilhão. O criptoativo foi desenvolvido na plataforma de blockchain Solana e o token é lastreado na própria companhia e sua produção.”

O preço da promessa é mais em conta do que os itens do cardápio. Com preço de US$ 1, a previsão, segundo Eike, é de valorização de 63 vezes quando o negócio estiver maduro, o que nas contas dele significa valer US$ 63 bilhões.

Para quem apostar na nova empreitada, o token é lastreado nos ativos da empresa, a EBX Digital Green, sediada nos EUA, e que, pelos planos de expansão, terá subsidiárias com unidades produtivas no país — casando com a política de reindustrialização de Donald Trump —, no Brasil e nos Emirados Árabes, de onde vêm recursos para o projeto.

Eike é o rosto no centro do sol do token, é o apresentador do projeto, mas, na prática, não é sócio da empresa. Depois de protagonizar diversas aberturas de capital na Bolsa de empresas do grupo, Eike viu a maré mudar quando sua petroleira revisou estimativa de reservas para apenas uma fração do previsto inicialmente.

Daí, passo a passo, a crise engoliu o grupo. No ano seguinte a OGX, nome da petroleira à época, entrou em recuperação judicial e arrastou as outras empresas do grupo.

Após idas e vindas, Eike foi denunciado por crimes contra o mercado de capitais, tendo sido condenado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM, órgão regulador do mercado). Acabou pego na Operação Lava-Jato, condenado por corrupção ativa, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro. Teve bens bloqueados, foi preso em duas ocasiões e assinou um acordo de delação premiada.

— Eu tive aí meus problemas — disse Eike. — A empresa quebrou de fora para dentro. Um juiz, por campanha eleitoral, me joga para dentro da Lava-Jato — justificou, enquanto desfiou elogios a empreendimentos que hoje estão em outras mãos.

O empreendedor Eike justificou a captação de recursos via blockchain como forma democrática de levantar dinheiro. O homem que já foi o 7º mais rico do mundo achou por bem contornar o uso de bancos, a quem chamou de “sanguessugas do sistema”.

Desta vez, Eike fez questão de frisar que o projeto da supercana já foi testado:

— Tem que testar, mostrar o que está feito. Já temos o quarto corte de cana, ou seja, quatro anos de cultivo. É o que o meu pai chamaria de “touro testado” — falou em referência a Eliezer Batista, que comandou a Vale.

Na linha “ver para crer”, Eike apresentou embalagens produzidas com bioplástico e passou a conversa segurando um canudo feito do material a partir de biomassa de cana.

Não é a primeira nova ideia aventada por Eike nos últimos anos. Ele já flertou com projetos tão diversos quanto o lançamento de um remédio contra impotência sexual que dissolve embaixo da língua, pasta de dente de base mineral e até mesmo clonagem de gado. Recentemente, passou a compartilhar seus conhecimentos em mentorias para grupos de executivos.

Dinheiro dos Emirados

O diferencial do negócio, diz ele, reside na capacidade da supercana de produzir de duas a três vezes mais etanol e de sete a 12 vezes mais biomassa que a cana tradicional. Com a escala, a produtividade cresce e o custo cai, ganhando competitividade para avançar em direção à produção de SAF e como opção ao plástico usado em embalagens.

Haverá módulos de produção no Norte Fluminense, começando por Quissamã. Em um lote de 70 mil hectares, estima o plano de negócios, é possível produzir 12 milhões de toneladas de supercana por ano.

Todos os números do empreendimento são grandiosos. O caldo de cana produzido no lote será destinado a três usinas de etanol, que poderiam fabricar 1 bilhão de litros por ano e 537,6 milhões de litros de SAF.

A Honeywell, de serviços e produtos para o setor de petróleo, foi anunciada como parceira. Procurada, a empresa não confirmou a participação até o fechamento desta edição.

Já o bagaço da cana seria usado para produzir perto de 980 mil toneladas de embalagens biodegradáveis, a exemplo do canudo exibido por Eike e hamburgueiras e recipientes para apoiar copos.

Perguntado se conversou com a Petrobras sobre a supercana, Eike disse que não, “sempre dá encrenca (risos)”.

— Deus não quis que eu mexesse com petróleo. Então, estou aqui: green, green, green… — brincou.

O negócio não para por aí. Eike levantou US$ 500 milhões com Mário Garnero, da Brasilinvest, com recursos de um fundo de infraestrutura custeado pelo Abu Dhabi Investment Group (Adig), dos Emirados Árabes. Mais uma vez o empresário recorreu ao país como fonte de recursos para seus empreendimentos.

Garnero, que não participou do evento por questões de saúde, mas enviou vídeo confirmando os recursos, terá 40% da empresa, enquanto os outros 60% estão nas mãos do administrador Luis Rubio e do agrônomo Sizuo Matsuoka, originalmente à frente do projeto de melhoramento genético da cana-de açúcar. Desde 2011, botaram R$ 350 milhões no negócio.

Eike não tem ações, mas pode ganhar se o negócio for bem-sucedido.

— Tenho direitos de subscrição de ações da companhia sujeitos a performance — explicou o empresário.

Transformação dos Aeroportos do Rio: Um Novo Horizonte para o Turismo

A gestão do prefeito Eduardo Paes tem se mostrado um divisor de águas para o setor de turismo no Rio de Janeiro, especialmente no que diz respeito à infraestrutura aeroportuária. Recentemente, Paes anunciou a necessidade de rediscutir a concessão do Aeroporto Santos Dumont, um dos mais icônicos do Brasil, que, junto ao Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), desempenha um papel crucial na conectividade da cidade com o mundo. A resolução do impasse sobre a concessão do Galeão, que enfrentava sérias dificuldades financeiras, foi um passo significativo para garantir que ambos os aeroportos operem de forma mais eficiente e integrada. Essa reestruturação não apenas melhora a experiência dos viajantes, mas também impulsiona o turismo na cidade, que já é um dos destinos mais procurados do mundo.

Com a renegociação da outorga do Galeão, que agora será variável de acordo com as receitas do aeroporto, e a saída da Infraero da concessão, a expectativa é que a gestão dos aeroportos se torne mais ágil e adaptável às demandas do mercado. A prorrogação do contrato de concessão por mais cinco anos, até 2044, também é um indicativo de que o governo está comprometido em investir na infraestrutura necessária para atender ao crescente fluxo de turistas. Essa melhoria na gestão aeroportuária é fundamental, pois o Rio de Janeiro, com suas paisagens deslumbrantes e rica cultura, já atrai um número significativo de visitantes internacionais.

Os números falam por si. Em janeiro, o Rio de Janeiro recebeu 240.151 turistas estrangeiros, um aumento impressionante de 46% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse crescimento é um reflexo direto dos esforços do governo em promover a cidade como um destino turístico de classe mundial. Os turistas vêm de diversos países, incluindo Argentina, Estados Unidos, Portugal e Alemanha, atraídos pelas belezas naturais e pela vibrante vida cultural da cidade. A combinação de praias icônicas, como Copacabana e Ipanema, com atrações culturais como o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar, faz do Rio um lugar irresistível para os viajantes.

O Carnaval, um dos maiores eventos turísticos do mundo, está prestes a acontecer e promete atrair ainda mais visitantes. A festa carioca é famosa por sua energia contagiante e pela diversidade de atrações, desde desfiles de escolas de samba até blocos de rua que tomam conta da cidade. A expectativa é que fevereiro registre números ainda mais expressivos, com hotéis, bares e restaurantes lotados de foliões internacionais. Além disso, a cidade sediará a Cúpula dos Brics em julho, um evento que trará ainda mais visibilidade e oportunidades econômicas para o Rio de Janeiro.

Marcelo Freixo, presidente da Embratur, destacou a importância de investir na promoção do turismo internacional e na melhoria da infraestrutura. Ele afirmou que o Rio de Janeiro é o “cartão-postal” do Brasil e que o governo está empenhado em tornar outros destinos do estado ainda mais atrativos para os estrangeiros. Essa visão integrada de desenvolvimento turístico é essencial para garantir que o Rio continue a ser um dos principais destinos do mundo, especialmente em um cenário pós-pandemia, onde a recuperação do setor é uma prioridade.

O crescimento do turismo no Rio de Janeiro também reflete uma tendência nacional. O Brasil registrou 1.483.669 turistas internacionais em janeiro, um aumento de 55,07% em relação ao ano anterior. Esse crescimento é impulsionado por uma série de fatores, incluindo a promoção do país no exterior e a melhoria da infraestrutura turística. A Argentina continua a ser o principal emissor de turistas, mas países como Paraguai, Chile e Estados Unidos também estão contribuindo significativamente para esse aumento.

A integração entre os aeroportos Santos Dumont e Galeão é uma estratégia inteligente que pode maximizar o potencial turístico do Rio de Janeiro.